quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

PSD de São Brás de Alportel associa-se ao Ano Mundial da Solidariedade Social



Perante a crise económica e social que se vive neste momento e sendo 2010 o Ano Mundial da Solidariedade Social, o PSD de São Brás de Alportel não quis esquecer as famílias mais carenciadas do nosso concelho, essencialmente nesta época que deve ser de festa, família e amizade.
A família laranja Sambrasense pretende dar o seu contributo para que estas famílias possam atravessar esta época natalícia com um pouco mais de conforto, dignidade e felicidade.
         Com a colaboração e ajuda dos seus autarcas, militantes, simpatizantes e amigos o PSD de São Brás está a reunir roupas e brinquedos para no próximo dia 14 de Dezembro, terça-feira, os entregar na Paróquia Sambrasense, que sob coordenação do Sr. Prior José Cunha Duarte irá distribuir pelas famílias mais necessitadas do nosso concelho.
           
            Os autarcas e dirigentes sociais-democratas locais irão ainda no próximo dia 18 de Dezembro, Sábado, realizar uma visita à Santa Casa da Misericórdia de São Brás com a finalidade de levar uma mensagem de conforto, amizade e esperança aos utentes desta instituição.
            Embora estes idosos estejam num local aprazível e com todas as condições e cuidados necessários para que atravessem condignamente os últimos anos da sua vida, necessitam de todo o apoio, carinho e solidariedade possível, pois estão naturalmente bastante tempo longe das suas famílias e qualquer pequena atenção extra que lhes seja proporcionada é para estes obviamente um grande gesto de conforto e companhia.

              


A CPS/PSD de São Brás de Alportel

Faleceu António Bica!

Corria um estranhamente quente dia 10 de Dezembro de 2010 quando chegou a triste notícia: Faleceu o Sr. Bica!
Homem dos sete ofícios, fez a sua vida profissional na indústria da camionagem, onde também ele calcorreou as duras estradas do país ao volante de pesados camiões, transportando o mais diverso tipo de mercadorias pelo nosso Portugal fora. Dedicou-se também à construção civil durante os anos setenta e oitenta, onde obteve também, à custa de muito esforço e trabalho, grande sucesso.
Formado na escola da vida, como tantos da sua geração, foi fundador do Partido Social Democrata em São Brás de Alportel, onde exerceu o cargo de presidente da Comissão Política Concelhia e presidente da Mesa do Plenário da Secção Concelhia, bem como integrou diversas Comissões Políticas Distritais.
Em Dezembro de 1982, António Bica foi eleito Presidente da Câmara Municipal de São Brás de Alportel, cargo que exerceu até Janeiro de 1990. Foi no exercício deste cargo que António Bica deixou as suas marcas públicas mais relevantes, tendo lançado sólidos alicerces para o desenvolvimento da terá que o viu nascer e que tanto amava.
Foi pela mão de António Bica que foi expandida a rede de águas e esgotos na zona dos Vilarinhos, São Romão e Corotelo; foi por iniciativa que de António Bica que a água e os esgotos chegaram ao Alportel e aos Almargens.
As localidades serranas também beneficiaram da passagem de António Bica pelo executivo municipal da nossa terra: a criação do serviço semanal gratuito de transporte em autocarro, o alargamento e alcatroamento da estrada e a construção de uma vasta rede de fontanários que aproximou o abastecimento de água às populações foram obras que viram a luz do dia pela iniciativa e labor António Bica.
A vila de São Brás de Alportel não foi esquecida enquanto o homem que agora nos deixa com saudade foi Presidente da Câmara. O prolongamento alargamento da Avenida Liberdade, a construção das piscinas municipais descobertas, a aquisição e salvação da ruína do cineteatro municipal e a construção do Bairro Social foram concretizações que hoje nos permitem dizer que os mandatos de António Bica na Câmara Municipal foram coroados de sucesso que perduram e sobreviverão ao logo dos tempos.
Também na vida cívica António Bica deixa a sua marca indelével na terra onde veio ao Mundo, pois exerceu com dedicação e total desinteresse pessoal ou material o cargo de Presidente da Direcção da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de São Brás de Alportel, tendo aí também deixado uma obra, uma marca de destaque e importância vital para a corporação – foi António Bica o grande impulsionador e o grande obreiro do quartel dos Bombeiros de São Brás de Alportel.
No memento da sua despedida, o Partido Social Democrata de São Brás de Alportel, os seus dirigentes, os seus militantes e os seus autarcas deixam aqui o seu manifesto público de pesar pela partida de um companheiro de sempre e de um amigo.
À família do Sr. António Bica, o PSD de São Brás de Alportel deixa igualmente o nosso manifesto de solidariedade na hora difícil da partida do Sr. António Bica.

“E aqueles, que por obras valerosas
Se vão da lei da morte libertando”
Camões

                                                                                              O PSD/SBA

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Uma ilegalidade... legal, 10 anos depois

Foi aprovado em Reunião de Câmara de 26 de Outubro de 2010 o reinício da construção do loteamento sito na Avenida de S. Brás, pertencente à sociedade «Neves & Gago, Lda.», com 4 votos a favor e 1 voto contra do vereador do Partido Social Democrata, ou seja, passado dez anos a situação do prédio embargado no topo da Avenida da Liberdade terá fim!

Será este o desfecho mais justo?
O PSD de S. Brás votou contra a continuação da construção do dito prédio porque consideramos que uma construção que foi embargada, pela Câmara Municipal de S. Brás de Alportel, por inúmeras ilegalidades, nomeadamente as garagens apresentarem 6,20 metros de profundidade em vez de 4,30 metros, aprovados e autorizados, a construção erigida apresentar 16 metros de profundidade em vez dos 14,90 metros aprovados e encontrar-se implantada 14 metros a norte do local onde foi autorizada a sua implantação, não deverá jamais ser aprovada, visto que a sociedade requerente violou reiteradamente o projecto que ela própria elaborou e fez aprovar na C.M. S.BRÁS.

A C.M. S.BRÁS deliberou em 15 de Maio de 2001, a demolição da obra já realizada. À data, o Partido Social Democrata votou favoravelmente a demolição do imóvel já edificado.

Entendemos agora que os pressupostos do sentido de voto em 15 de Maio de 2001 se mantêm, não só inalterados, como reforçados pois o PSD está convicto que a edificação efectuada foi realizada propositadamente, pois mesmo saltando à evidência o erro praticado, em momento algum a promotora do loteamento reconheceu o grave desacerto entre o projecto aprovado e a obra executada.
A empresa promotora do edifício impugnou junto dos Tribunais Administrativos, a deliberação da C.M. S.BRÁS que ordenava a demolição do edifício já construído.
Embora não tenha sido ainda obtido um acórdão final e após sucessivos recursos, todas as instâncias judiciais que apreciaram o processo até ao momento reconheceram razão à C.M. S.BRÁS.
Mandaria a prudência e a defesa do interesse público que a C.M. S.BRÁS aguardasse agora que as Instâncias Judicias se pronunciassem em definitivo para aí tomar uma decisão final sobre o assunto.
Efectivamente, neste momento, devido ao desvio da circular, motivado pela construção, então, ilegal, este mesmo prédio passou a estar implantado num local onde a construção é permitida. Mas a alteração das regras do Plano de Urbanização, posteriores à detecção das infracções urbanísticas cometidas, não apagam o rasto de ilegalidade.
Esta legalização na opinião implícita das pessoas que a aprovaram reduz a apresentação e aprovação de um projecto de construção civil a um mero formalismo, bem como constitui a atribuição de um prémio ao infractor, que não só nada fez para o merecer como nada fez para rectificar e minorar o grave erro, o maior erro urbanístico cometido no Município de São Brás de Alportel em tempos de democracia.
Assim, a mensagem errada transmitida pela C.M. S.BRÁS a todos os que pretendem construir no nosso concelho é que tudo poderá ser permitido, basta apenas a passagem do tempo. Que moral terá o Presidente e os Vereadores que votaram favoravelmente neste assunto, para daqui para a frente deliberar sobre o cumprimento da lei pelos cidadão interessados em construir?
Em termos urbanisticos não achamos correcta a localização do edifício em causa, é uma autentica falta de respeito para com os construtores e residentes dos prédios vizinhos, que quando construiram e adquiriram os imóveis tiveram que cumprir os projectos que a Câmara aprovou de acordo com o Plano de Urbanização, plano este que nunca deveria ter sido alterado, para não haver direito a construções desalinhadas, demonstrando uma enorme falta de rigor urbanístico e de respeito pelos demais agentes económicos e munícipes de São Brás de Alportel.
Finalmente interrogamo-nos, sabendo que a tecnologia e a legislação, nos últimos 10 anos, sofreram imensas alterações, assim como todos os projectos de especialidades, quais os projectos que serão executados? Os do presente ou os inicias com 10 anos? Que certificação energética terá um edifício em que o projecto de térmica tem 10 anos?
Executar e fazer cumprir a legalidade é uma das funções da C.M. S.BRÁS, que tem do seu lado as decisões judiciais já conhecidas, sendo, infelizmente, de assinalar que será histórico o facto de um litigante judicial – a C.M. S.BRÁS – ter do seu lado a Lei, a Razão e Justiça e abdicar do seu exercício.

Pela Comissão Política de Secção do PSD de S. Brás de Alportel

Resíduos (parte 2) - Visita à Construção da Central de Valorização de Resíduos Orgânicos

Foi por iniciativa da bancada do Partido Social Democrata na Assembleia Municipal de S. Brás de Alportel que no dia 4 de Novembro os elementos da referida Assembleia acompanhados pelos membros da Câmara e alguns técnicos municipais, efectuaram uma visita à obra em curso da Central de Valorização de Resíduos Orgânicos na Barracha – Alfarrobeira da Tumba.
Como anteriormente fizemos notícia, os autarcas do PSD não estavam satisfeitos com o acompanhamento que o actual poder autárquico estava a fazer do projecto em construção no nosso Concelho, pois demonstravam parcos conhecimentos sobre o que estava a ser edificado, e trata-se de um equipamento que pelas suas características e pela quantidade e natureza do material que irá receber, cerca de 30 toneladas diárias de resíduos orgânicos (restos alimentares e matéria verde), comporta um potencial de risco ambiental.
Foi devido á insistência do PSD na obtenção de informação sobre o projecto que aconteceu a referida visita, onde se teve a possibilidade de receber informação da parte do responsável da ALGAR pelo decurso dos trabalhos e das características técnicas da instalação. E numa opinião obviamente “não técnica” pareceu-nos ser uma instalação bem projectada e com soluções actuais.
Tendo a globalidade em consideração e dadas as características é a localização deste equipamento que nos deixa dúvidas, pois o potencial de risco que este tipo de equipamento detém deveria ter sido melhor equacionado quando se autorizou a sua implementação numa zona próxima de indústrias corticeiras pondo em risco essa actividade e os seus muito importantes postos de trabalho. Para além de trazer este potencial nefasto para uma indústria de larga história e prestigio para a nossa terra, esta localização irá influenciar durante décadas a decisão de instalação de futuras empresas de todos os sectores de actividade nas Zonas Industriais do nosso concelho.
Dado o avançado grau de implementação da infra-estrutura, resta-nos alertar a Câmara para que seja intransigente e vigilante para o cumprimento dos mais elevados padrões respeitantes ao funcionamento e impacto ambiental.

Contributo do PSD para a reabilitação da Estrada entre S. Brás e a Zona Industrial (Estrada Regional nº 514)
Em comunicado anterior o Partido Social Democrata por meio dos seus representantes nos órgãos autárquicos, colocou na agenda política do Concelho as contrapartidas que inicialmente foram acordadas com a ALGAR para a instalação desta unidade, e que pela informação que nos foi prestada na altura embora a obra já fosse avançada não existia qualquer avanço sobre a garantia das contrapartidas.
Fomos, no decorrer desta visita, informados que uma parte significativa destas contrapartidas será a comparticipação da ALGAR em cerca de 50% na reabilitação da estrada regional nº 514, no troço entre a vila de S. Brás e a Zona Industrial.
Pela parte do PSD saudamos com regozijo esta noticia pois tem sido desde sempre uma preocupação nossa, repetida várias vezes e relembrada a quando do debate da implementação deste equipamento em S. Brás.
Pelo que muito nos honra que tenhamos dado este contributo decisivo, para que esta obra muito importante os Sambrasenses e para as empresas de S. Brás seja uma realidade!

domingo, 5 de setembro de 2010

Moradores do Machados recebidos na Assembleia da República

Moradores de S. Brás, foram recebidos pelos Deputados eleitos pelo PSD na Assembleia da República.

OS DOIS DEPUTADOS ALGARVIOS DO PSD PREOCUPADOS COM A EN 2

No final da anterior sessão legislativa um grupo de sãobrasenses, habitantes na localidade do sítio dos Machados e peticionários contra o novo traçado da EN2, foi recebido em audiência na Comissão Parlamentar de Obras Públicas, Transportes e Comunicações, uma reunião para a qual a deputada vice-coordenadora da comissão, Carina Oliveira, convidou os deputados eleitos pelo Algarve.

Na petição os sambrasenses solicitam que sejam «explicadas as decisões relativas à variante à EN2 entre São Brás de Alportel e Faro e que seja equacionada uma outra alternativa que passe pela requalificação da actual EN2», pois desde o ano 2000 que os habitantes ouvem falar do traçado entre São Brás e a Via do Infante, mas só muito recentemente, com a colocação de estacas coloridas, se conheceu o verdadeiro trajecto da via.

Terminada a reunião em sede de comissão parlamentar, os dois deputados algarvios do PSD, Mendes Bota e Antonieta Guerreiro, receberam no seu gabinete a comitiva de peticionários e, subsequentemente, no dia 22 de Julho, dirigiram requerimentos à Estradas de Portugal e ao Ministério das Obras Públicas solicitando o Estudo de Impacte Ambiental, datado de 1998, o qual recusa o traçado inicial por motivos ambientais, bem como o Estudo de Impacte Ambiental e Sócio Económico que sustenta o actual traçado da EN2 tendo requerido, ainda, ao Ministro da Presidência, que inquira o executivo camarário sobre esta temática.

Os peticionários tiveram oportunidade de ouvir, directamente, dos seus eleitos à Assembleia da República, os votos de solidariedade e de compromisso para com a sua causa, sendo este um dos assuntos que irá transitar para a sessão legislativa que agora inicia, na medida em que se aguardam as respostas das entidades competentes.


Links para os requerimentos apresentados:
Ao Ministério das Obras Públicas - http://www.parlamento.pt/ActividadeParlamentar/Paginas/DetalhePerguntaRequerimento.aspx?BID=57856
Á Câmara Municipal de São Brás -http://www.parlamento.pt/ActividadeParlamentar/Paginas/DetalhePerguntaRequerimento.aspx?BID=57859
Á Estradas de Portugal - http://www.parlamento.pt/ActividadeParlamentar/Paginas/DetalhePerguntaRequerimento.aspx?BID=57860


Assembleia da República, 5 de Setembro de 2010

quarta-feira, 28 de julho de 2010

''Feira da Serra''

A mais doce tradição do Algarve está de regresso… mais doce do que nunca!
No próximo fim-de-semana, de 30 de Julho a 1 de Agosto, São Brás de Alportel volta a ser palco da Feira da Serra de Verão, o certame que se assume como paradigma na defesa dos valores do Algarve genuíno e faz a ponte entre a tradição e a inovação, para mostrar as potencialidades e os desafios dos frutos da Serra do Caldeirão…
É nesta serra, onde o Algarve encontra as suas mais profundas raízes culturais, que a Feira busca a sua essência… genuína e autêntica, e ao mesmo ousada, diversificada e inovadora, capaz de se reinventar ano após ano, para deliciar os visitantes, que ao longo de 3 dias embarcam numa inesquecível viagem por um mundo de cores, sons e sabores…

No Ano Internacional da Biodiversidade, o mundo maravilhoso das abelhas, a quem cabe um papel primordial na sustentabilidade do planeta é o cenário escolhido para uma Justa Homenagem à Natureza.

Na edição de 2010, o Mel é o convidado especial da Feira… doce e misterioso, rico em nutrientes, usos e curiosidades, apresenta-se como um dos produtos mais relevantes e promissores para a economia do Algarve interior. No Ano Internacional da Biodiversidade, o mundo maravilhoso das abelhas, a quem cabe um papel primordial na sustentabilidade do planeta é o cenário escolhido para uma Justa Homenagem à Natureza.

A doce viagem pelo recinto revela mais uma surpresa da Feira, o Espaço Exposição – Rota da Cortiça, uma novidade que abre as portas aos novos e desafiantes destinos na Rota da Cortiça, uma rota temática, inovadora na região e no país, que une a tradição e a inovação numa expedição pelos caminhos da natureza e da mais avançada tecnologia de transformação corticeira.
E a magia continua nas mãos de quem sabe criar beleza na Oficina das Artes, um novo espaço que abre as portas à criatividade e originalidade de diversos artistas. Nesta oficina nada se perde, tudo se transforma…e dos mais inimagináveis objectos surgem novas peças de decoração e bijutaria.
Muitas outras surpresas se escondem nos 12 espaços distintos que compõem a Feira da Serra.

Procure mais informações, em: http://www.cm-sbras.pt

Todas as informações no dossiê informativo que junto remetemos.
Para mais informações, não hesite em contactar-nos, pelo tel. 289 840 019 ou e-mail: gidi@cm-sbras.pt



Comissão Organizadora Da Feira da Serra 2010

terça-feira, 6 de julho de 2010

PSD/ALGARVE: 10 RAZÕES PARA DISCORDAR DA INTRODUÇÃO DE PORTAGENS NA VIA DO INFANTE

Tal como anunciado previamente, o PSD/Algarve reuniu a noite passada a sua Comissão Política Distrital Alargada, com a participação de vários presidentes de câmaras do PSD e outros dirigentes convidados, para analisar a problemática da anunciada intenção governamental de introduzir portagens na Via do Infante. O debate foi profundo e prolongado, e a decisão sobre o posicionamento a tomar foi tomada por unanimidade.

No final, Mendes Bota, presidente do PSD/Algarve sintetizou as conclusões deste debate na seguinte declaração:

1- “O PSD/Algarve reitera a sua opinião consolidada desde 2004, de que a Via do Infante não pode ser considerada uma estrada de modelo de ”financiamento Scut”, pois tem uma natureza e uma génese diferente, e a esmagadora maioria do seu traçado foi construída muito antes da invenção desta fórmula, da autoria do Ministro das Obras Públicas de então, eng. João Cravinho, num governo presidido pelo eng. António Guterres. Tarda em ouvir-se este “mea culpa” por um dos erros políticos mais caros da história do nosso país;

2- A Via do Infante não reúne os requisitos técnicos para poder ser considerada uma auto-estrada, quer ao nível do separador central, quer da largura das faixas laterais, quer do pavimento perigoso em vários troços (situações de aquaplanning) quer por várias situações de inclinação contrária;

3- Esta estrada já foi baptizada cinco vezes ao longo da sua vida. De um dia para o outro, decisões administrativas rebaptizaram aquilo que começou por ser a Via Longitudinal do Algarve, depois passou a Via do Infante, posteriormente foi Itininerário Principal nº 1, num passe de mágica passou a Autoestrada nº 22 e agora transformou-se em SCUT. Mas a estrada foi sempre a mesma!...

4- A EN 125 não é, nem será, uma alternativa à Via do Infante. A Via do Infante é que foi construída como uma alternativa à EN 125. Foi esta que aliviou o trânsito de uma via claramente urbana, como é a EN 125, hoje ladeada por milhares de estabelecimentos comerciais, com todas as consequências que isso implica;

5- As obras de requalificação da EN 125 (redenominada de Algarve Litoral), que nem sequer arrancaram, não terão como efeito produzir uma alternativa à Via do Infante em termos de fluidez de tráfico. Está-se a falar de construir 84 rotundas, de reduzir a largura das faixas de rodagem existentes, de construir passeios e ciclovias, de obras de embelezamento, etc;

6- A Via do Infante é a única estrada longitudinal do Algarve, de características interurbanas, que liga uma ponta à outra da região. Forçar, por força do agravamento dos custos da circulação de pessoas e mercadorias, à utilização da “Rua 125”, provocará um congestionamento rodoviário, e significará um recuo de 25 anos no sistema de comunicações da região;

7- Ao optar por absorver os fundos comunitários e orçamentais na construção da Via do Infante, no início da década de noventa, o Algarve viu-se na altura impedido de fazer outros investimentos públicos, mas a obra ficou feita, e paga. Querer, quase duas décadas depois, introduzir portagens numa via desta natureza, é penalizar duplamente a região, os seus habitantes e, por via dos seus visitantes, as suas actividades económicas também;

8- O Algarve é uma região sui-generis: aqui, o princípio da equidade só se aplica para pagar. Quando se trata de receber, aplica-se ao Algarve o princípio da selectividade. Desde 2005 que não se faz no Algarve um único investimento público significativo, todos os grandes projectos estão congelados (do Hospital Central do Algarve, à renovação da rede ferroviária), e a Barragem de Odelouca foi construída com um empréstimo que os algarvios estão a pagar no preço da água que consomem, situação verdadeiramente inédita no País…

9- Impor portagens na Via do Infante tem um impacto muito negativo num sector económico vital para o país, como é o Turismo, no qual o Algarve é, de longe, a principal região geradora de receitas. As portagens significam uma perda de competitividade face à vizinha Andaluzia onde elas não existem. Na prática constituem mais um imposto que se abate sobre 5,5 milhões de pessoas que vêm ao Algarve e aqui circulam, e metade são estrangeiros. É o interesse nacional que está em causa, e esta questão não pode deixar de ser tida em conta;

10- O PSD/Algarve não discute sequer modalidades de isenção nem de pagamento, porque entende que a Via do Infante não pode ser à força considerada uma estrada de “modelo SCUT”. É nessa rede, a que o Algarve não pertence, que se devem aplicar os princípios da universalidade, da equidade e da transparência de critérios. Não se pode é considerar igual, aquilo que é desigual.

Por estas 10 razões, só para citar as mais relevantes, o PSD/Algarve junta a sua voz ao protesto das forças vivas da sociedade algarvia, na rejeição da intenção de introduzir portagens na Via do Infante.”

Faro, 6 de Julho de 2010
COMISSÃO POLÍTICA DISTRITAL DO PSD/ALGARVE

domingo, 4 de julho de 2010

Nova Comissão Política de Secção do PSD de S. Brás de Alportel

Foram eleitos no passado dia 21 de Maio, a nova Comissão Politica de Secção e Mesa do Plenário do PSD de São Brás de Alportel.
Num Plenário que registou uma adesão bastante agradável, onde se fizeram representar várias gerações do partido local, apenas se apresentou a sufrágio uma lista para seguir com os destinos do PSD da vila barrocal.
A jovem equipa eleita, perante uma maioria absoluta do Partido Socialista nos órgãos autárquicos e conscientes das dificuldades politicas que irão enfrentar no deserto eleitoral dos próximos três anos e meio, apresenta-se como uma verdadeira e viável alternativa a curto/médio prazo, não só para o PSD local, bem como para a população São-Brasense em próximas batalhas eleitorais.
Constituída por militantes com uma média de idades que ronda os 37 anos e com provas dadas nos meios profissional, politico, autárquico e associativo locais, com a missão de olhar pelos São-Brasenses procedendo a um contacto directo e regular com os mesmos, com o objectivo de ouvir, registar, esclarecer e aconselhar as populações, fugindo ao combate feroz, triste e negativo das mais baixas guerras politicas e pessoais que têm denegrido e prejudicado o mundo politico nacional dos últimos anos, com o intuito de cultivar, alertar e elucidar os munícipes no que toca a situações e problemas actuais do concelho, da região e do país e com a postura de alertar os órgãos autárquicos e propor-lhes medidas que se considerem fundamentais para São Brás e para os São-Brasenses e que se enquadrem no actual quadro de necessidades e prioridades do concelho, esta Comissão Política pretende acima de tudo devolver a confiança que os São-Brasenses já depositaram no partido laranja, voltando a criar uma proximidade e amizade mútua entre o PSD e as populações.
A equipa que irá gerir os destinos do PSD local é a seguinte:

MESA DO PLENÁRIO:
Presidente: Tomás Nunes
Vice-Presidente: João Nascimento
Secretário: Norberto Jesus

COMISSÃO POLITICA DE SECÇÃO:
Presidente: Fabiano Rodrigues
Vice-Presidente: Gonçalo Mesquita
Vice-Presidente: Ivo Tomé
Tesoureiro: Raul Conceição
Vogal: Lina Sequeira
Vogal: Miguel Cunha
Vogal: Nelson Silvestre

Para relatar e descrever casos que sejam de interesse de discussão, para dar a opinião sobre o que deve ser realmente feito em S. Brás e para contactar o PSD local, escreva para o e-mail: mais.sbras.psd@gmail.com, visite o nosso blog: maissaobras.blogspot.com ou junte-se ao nosso perfil no Facebook: Cps Psd S. Brás ou escreva para a morada, Rua Poeta Bernardo Passos, nº. 29/31 – 8150-120 São Brás de Alportel
São Brás de Alportel, 25 de Junho de 2010

terça-feira, 8 de junho de 2010

S. BRÁS DE ALPORTEL: A ÚLTIMA VÍTIMA DESTE GOVERNO


A Comissão Política Distrital do PSD/Algarve, reunida a 4 de Junho de 2010, decidiu emitir um forte protesto contra as mais recentes decisões do actual Governo que penalizam de forma inaceitável a população do município de S. Brás de Alportel, solidarizando-se assim com a exposição feita pelo recentemente eleito líder da secção do PSD local, Fabiano Rodrigues.

Em causa está o encerramento da unidade de internamento do centro de saúde deste município, ocorrido no passado dia 25 de Maio, e o encerramento da escola primária dos Almargens, constante da lista negra dos estabelecimentos a abater por este Governo.

O PSD/Algarve tem consciência de que são necessários cortes radicais na despesa pública mas, se afectam serviços essenciais para a população como o Ensino e a Saúde, em áreas do interior, dever-se-ia ter cuidados acrescidos.

Com o encerramento da unidade de internamento deste município da serra algarvia, com 12 camas, a 18 Kms de Faro, 12 Kms de Loulé e 22 Kms de Tavira, o Centro de Saúde passou a contar apenas com Serviço de Consultas. A pergunta é: até quando? Sabe-se que esta unidade de internamento era apenas para pessoas idosas e utentes em fase terminal, mas a verdade é que, nesses últimos e penosos dias da sua existência, poderiam estar mais perto dos seus familiares, o que deixará de acontecer.

Já em 2007 foi encerrado o Serviço de Atendimento Permanente, ditas Urgências. E a pergunta é de novo: após 3 anos de experiência, ficou a população de S. Brás com um serviço de saúde mais capaz? A resposta é: não! Neste momento, qualquer utente do Centro de Saúde que necessite de um atendimento de urgência, terá que ir para Loulé. Acresce que, em S. Brás de Alportel, as consultas estão lotadas, para a consulta de recurso esperam-se horas intermináveis, para no fim as pessoas serem enviadas para Loulé.

Finalmente, foi anunciado pelo Governo o fecho de escolas primárias que tenham até 21 alunos. Neste concelho será encerrada mais uma: a dos Almargens. Em 2006, já tinham sido encerradas três escolas primárias, num universo de nove escolas, fazendo com que os alunos de localidades situadas em plena Serra Algarvia, tenham que percorrer cerca de 25 km diários para poderem frequentar o ensino.

Neste momento, com o encerramento de mais uma escola, questiona-se até se as escolas existentes na vila de S. Brás de Alportel têm condições para poder receber mais estes 18 alunos, pois necessitam de obras de melhoramento urgentes. Será que não irão precisar também de ampliação? Quanto poderá custar? É assim que o Governo tenta reduzir despesas?

O PSD/Algarve contesta esta política cega de corte nas despesas da Saúde e do Ensino, condenando estas localidades do interior à desertificação, e afastando os jovens dos locais onde habitam. S. Brás de Alportel, com os seus 10.000 habitantes, é apenas um exemplo e, não por acaso, a última vítima deste Governo. Não porque seja de facto a última. Mas porque é a mais recente.

domingo, 23 de maio de 2010

Voz Plenária - Resíduos (Vulgo: Lixo) em S. Brás

Resíduos (vulgo: lixo)

“…temos quase todos os problemas possíveis com a implementação destas instalações e a nossa autarquia não acompanha nem toma a iniciativa de prestar qualquer informação…”

Em 2005 a Algar questionou a Câmara Municipal sobre a possibilidade de construir uma Central de Combustão Anaeróbica de Resíduos Orgânicos(1), e essa questão foi levada a Assembleia Municipal onde como a informação que nos foi prestada sobre o equipamento a instalar em S. Brás foi muito reduzida, teve a nossa abstenção.
Desde essa altura nunca mais este assunto foi presente à Assembleia, ou se fez notícia conhecida nos órgãos de comunicação social.

Na reunião da Assembleia Municipal efectuada em Fevereiro questionámos o executivo camarário sobre que projecto a empresa Algar está a construir na zona da Barracha (Alfarrobeira da Tumba) pois as noticias que nos chegavam eram divergentes, ao que foi respondido que está a ser construído uma estação de valorização orgânica.
Ao aprofundarmos este assunto, consultando a documentação existente na câmara municipal verificámos que afinal para o referido local estão já aprovados pela câmara, para além da referida estação de valorização orgânica, um centro de desmontagem de grandes volumes metálicos (automóveis, electrodomésticos, …) e está em pedido de licenciamento também uma central de compostagem, todos estes equipamentos da empresa Algar.

Para além de pedir esclarecimento sobre a divergência sobre o número de estruturas a serem instaladas no local questionámos a câmara municipal sobre:
- que tipo de problemas têm existido com a tecnologia que vai ser usada na estação de valorização orgânica?
- como estavam a ser tratadas as contrapartidas que em 2005 a Algar tinha anunciado, nomeadamente entre outros a cedência à câmara no local de 5.000m de área infra-estruturada, e a construção de um centro de educação ambiental?
- como está a correr a evolução da obra de construção?

Ao que o Presidente da Câmara respondeu muito parcamente, que poderia ter existido alguma imprecisão sobre a ultima informação, pois não se consegue ter todos os projectos conhecidos de cor, que a questão tecnológica não é bem um problema, que pensa já ter existido um contacto sobre as contrapartidas, e que para se saber a evolução da construção iria contactar a Algar.

Em nossa opinião temos que ter formas modernas e eficazes de tratar os resíduos e a valorização de resíduos orgânicos, é uma das tarefas que a nossa sociedade tem que assegurar pelo que devemos dar o nosso contributo para que o Algarve possa resolver este assunto.
No entanto este tipo de equipamentos é algo que pela quantidade de resíduos que armazenam e tratam, tem um risco inerente e que tem que ser eliminado, pelo que o projecto e a construção de um equipamento deste tipo requerem um acompanhamento cuidado por parte de quem tem responsabilidades no município.

No entanto, o projecto que está a ser construído em S. Brás:
- é muito maior do que o que foi aprovado em Assembleia Municipal;
- a tecnologia utilizada tem problemas;
- sobre as contrapartidas, a Câmara parece não ter pressa de as assegurar;
- o consórcio construtor tem problemas financeiros de tal gravidade que não consegue obter junto da banca as garantias necessárias para realizar a construção;

Ou seja, temos quase todos os problemas possíveis com a implementação destas instalações e a nossa autarquia não acompanha nem toma a iniciativa de prestar qualquer informação sobre a construção do projecto nem à população, nem aos autarcas eleitos.

(1) Instalação que num reactor e através de um processo induzido por microrganismos sobre resíduos orgânicos (vulgo “lixo” resultante de materiais orgânicos: alimentos, frutas, vegetais, …) produz gás que alimentará uma pequena central de produção de energia, e a matéria restante é uma substância que pode ser usada como adubo.