sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Saúde no Centro das Nossas Preocupações

Dado o súbito crescimento do número de são-brasenses sem médico de família, e que para suprir essa situação tentam com tempos de espera épicos aceder a consultas de recurso, questionámos o executivo camarário na assembleia municipal de 26 de Setembro.

Ficámos sabedores que embora a edilidade conheça a questão ainda não tinha questionado formalmente a Administração Regional de Saúde sobre quando e como pensa resolvê-la. O assunto apenas terá sido alvo de conversas informais, o que a nosso ver se mostram claramente insuficientes para um assunto desta importância.
Será este mais um sintoma de submissão aos poderes socialistas regionais? Uma vez que o actual presidente da ARS é o socialista Rui Lourenço.
Muito curioso é o facto de o vereador Vitor Guerreiro, a quem o pelouro da saúde na câmara da nossa terra está atribuído, ter tempo para desfilar principescamente pela avenida em charrete puxada por cavalos, mas não ter tempo para enviar um simples oficio às entidades regionais com competência para resolver este problema.

Cuidados Continuados…para cultivar rosas!?

No final de 2008 a gestão socialista da Câmara Municipal de São Brás de Alportel abraçou com todas as suas forças o projecto de uma empresa privada na área da saúde – a VillaLiving – para a construção de uma unidade de cuidados continuados em São Brás de Alportel.


Foi apresentado aos partidos da Oposição, nomeadamente ao PSD, uma minuta de protocolo de cedência de um terreno junto à Av.ª S. Brás (Circular Norte) com uma situação geográfica privilegiada, no qual a maior parte das cláusulas eram vagas e abertas e onde a empresa supostamente investidora, não se mostrava sequer identificada (posteriormente veio a saber-se que não estava sequer formalmente constituída) nem existiam quaisquer contrapartidas para o Município que cedia gratuitamente um dos seus terrenos melhor localizados.

Apesar das muitas dúvidas e incertezas, o negócio teria que ser feito a contra-relógio, pois corria-se o risco de perder fundos e a Oposição – esses malandros - estava a atrapalhar o acelerado avanço do Concelho na senda de um progresso mirífico que traria um esplendoroso futuro ao nosso Torrão Natal.

Após bastantes questões e dúvidas por parte do PSD, a contra gosto e após afirmar que o PSD seria contra o investimento e o desenvolvimento de infra-estruturas regionais no Concelho, o executivo camarário de maioria socialista aceitou debater mais profundamente o protocolo de cedência do terreno, tendo sido exigidas garantias e contrapartidas a favor do Município de São Brás de Alportel.

Salienta-se que a maioria socialista não perdeu a oportunidade para, demagogicamente, atacar aqueles que afinal estava apenas a querer que o negócio fosse claro e que os interesses da nossa Terra fossem defendidos.

Em 2009 no dia do município a Uinidade de Cuidados Continuados foi o elemento central da comemoração, em Setembro no debate transmitido por rádio relativo às eleições municipais o presidente e candidato pelo partido socialista referiu que já existiria um protocolo assinado com a Administração Regional de Saúde relativo ao projecto, e em Dezembro do mesmo ano foi anunciada pela gestão camarária socialista o lançamento da 1ª pedra do empreendimento para Janeiro de 2010. Nada aconteceu e o propagandeado protocolo revelou-se inexistente.

Reprodução de anúncio de lançamento da 1ª pedra em Dezembro de 2009

Face ao marasmo no cumprimento do protocolo e reconhecendo implicitamente a inutilidade do gasto de tempo e dinheiro com a acção de antecipação propagandística da obra, o executivo camarário não teve mais remédio do que denunciar o acordo existente com a VillaLiving.

O tempo veio a dar razão ao PSD e às questões e dúvidas que na devida altura e no devido lugar levantou.

Correm agora rumores de que haveria um acordo na calha para entregar o projecto a uma entidade gerida por um conhecido membro do partido socialista e ex- presidente da Câmara de Faro que também, e por mero acaso, está a executar as obras de construção de habitação a custos controlados em S.Brás.

Não existindo agora a suposta urgência de aprovação do projecto, que na altura da VillaLiving se fez querer, não deverá ser o momento de pensar se a localização geográfica prevista para a Unidade de Cuidados Continuados será a ideal? Se outras empresas/organizações estão interessadas e qual o projecto que propõem empreender? Os princípios de utilização pública que justificaram a cedência não onerosa do terreno mantêm-se inalterados?

Apenas com um processo informado e transparente se pode garantir que os bens públicos dos sambrasenses serão cedidos com equidade e que a Unidade de Cuidados Continuados servirá a todos.

IRESPONSABILIDADE MÁXIMA - Atraso no Lançamento do Concurso da 3ªfase da Circular Norte

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Questionado pelo PSD na Assembleia Municipal, em Dezembro de 2010, a administração autárquica socialista prometeu lançar o concurso público da 3ªfase da Circular Norte no 1º trimestre de 2011.



Estamos a entrar no 3ºtrimestre e nada aconteceu.


Para ter hipóteses de cumprir o prometido o executivo autárquico socialista deveria ter realizado as obras anteriores sem exageros financeiros, ou, a candidatura às verbas europeias teria que estar aprovada por forma a poder aceder a financiamento que lhe permitissem iniciar a obra, que terminará o anel rodoviário em torno da Vila de S. Brás.


No entanto, como já anteriormente fizemos nota, parcimónia financeira não tem sido o cunho da actual liderança camarária, com várias obras: Piscinas Municipais Cobertas, Jardim de Infância e Sede da Junta de Freguesia, a serem realizadas com custos muito acima do normal para os projectos com a mesma utilidade e dimensão, realizados noutras autarquias.


Mais se nota que talvez entretidos com assuntos menos importantes para S. Brás e mais importantes para as suas carreiras (relembramos a peripécia da eleição do Administrador da Algar), os dirigentes socialistas nada fizeram em relação a ter o projecto de candidatura a verbas aprovado a tempo de cumprir o calendário da obra que se tinham comprometido, calendário esse definido por eles próprios.



Tinham duas formas de resolver o problema, não fizeram nem uma nem outra..NADA!


Resultado, a conclusão da circular norte fica irremediavelmente atrasada, os interesses de S. Brás e dos Sambrasenses estão comprometidos.

Poderíamos Viver sem o Novo Edifício da Junta de Freguesia? Poderíamos… e Provavelmente Seria a Opção Acertada.

Nas próximas semanas se o planeado for cumprido, será inaugurado com pompa e circunstância o novo edifício sede da Junta de Freguesia. Uma obra de 600 mil euros adjudicados por concurso público, mais os arranjos exteriores atribuídos por ajuste directo.

O financiamento deste projecto, para além do valor provindo dos cofres da Junta, conta com duas centenas de milhares de euros atribuídos pela Câmara Municipal, e também com a venda do imóvel actualmente utilizado, sendo que esta última verba está em risco de ser concretizada.



Decerto que a modernidade arquitectónica do edifício e dos seus interiores vão encher o ego de todos nós Sambrasenses, mas terminado esse impulso auto-gratificante teremos que fazer o balanço do que este projecto trará de importante para a nossa terra.



Teremos gasto mais de meio milhão de euros em betão…para quê? Com que fim? Terá sido a melhor alternativa?



Retirou-se a sede da junta de freguesia do centro nevrálgico da vila – zona do mercado. Não se antevê que exista um aumento de competências para as Juntas de Freguesia. O equipamento construído não possui nenhuma nova valência face a outros equipamentos existentes no concelho, e os equipamentos hoje existentes não mostram ter a capacidade de utilização esgotada.



É certo que a construção do edifício é uma ambição antiga, e de certeza que os actuais executivos da Junta e da Câmara Municipal farão um conjunto de actividades para dar visibilidade ao novo edifício e propaganda não faltará, mas essas actividades se forem importantes para S. Brás não poderiam ser realizadas noutro local?



Na opinião do Partido Social Democrata a opção a tomar deveria ter sido outra. A remodelação da actual sede, ou ampliação da mesma caso tal se demonstrasse necessário, teria como é óbvio uma necessidade de investimento muito inferior.



Essa opção possibilitaria a existência de acções de cariz social que achamos mais importantes, como seria o apoio a prestar a todas as famílias Sambrasenses na redução significativa do valor pago no prolongamento do horário das actividades pré-escolares, e manter esse apoio por vários anos.



Certamente ao fazer-se um balanço realista, chegar-se-á à conclusão que ficámos com mais betão, e com muito menos capacidade de investimento quer da Junta de Freguesia, quer da Câmara Municipal para executar projectos realmente importantes para a população de S. Brás. Nas próximas semanas se o planeado for cumprido, será inaugurado com pompa e circunstância o novo edifício sede da Junta de Freguesia. Uma obra de 600 mil euros adjudicados por concurso público, mais os arranjos exteriores atribuídos por ajuste directo.O financiamento deste projecto, para além do valor provindo dos cofres da Junta, conta com duas centenas de milhares de euros atribuídos pela Câmara Municipal, e também com a venda do imóvel actualmente utilizado, sendo que esta última verba está em risco de ser concretizada.Decerto que a modernidade arquitectónica do edifício e dos seus interiores vão encher o ego de todos nós Sambrasenses, mas terminado esse impulso auto-gratificante teremos que fazer o balanço do que este projecto trará de importante para a nossa terra.Teremos gasto mais de meio milhão de euros em betão…para quê? Com que fim? Terá sido a melhor alternativa?Retirou-se a sede da junta de freguesia do centro nevrálgico da vila – zona do mercado. Não se antevê que exista um aumento de competências para as Juntas de Freguesia. O equipamento construído não possui nenhuma nova valência face a outros equipamentos existentes no concelho, e os equipamentos hoje existentes não mostram ter a capacidade de utilização esgotada.É certo que a construção do edifício é uma ambição antiga, e de certeza que os actuais executivos da Junta e da Câmara Municipal farão um conjunto de actividades para dar visibilidade ao novo edifício e propaganda não faltará, mas essas actividades se forem importantes para S. Brás não poderiam ser realizadas noutro local?Na opinião do Partido Social Democrata a opção a tomar deveria ter sido outra. A remodelação da actual sede, ou ampliação da mesma caso tal se demonstrasse necessário, teria como é óbvio uma necessidade de investimento muito inferior. Essa opção possibilitaria a existência de acções de cariz social que achamos mais importantes, como seria o apoio a prestar a todas as famílias Sambrasenses na redução significativa do valor pago no prolongamento do horário das actividades pré-escolares, e manter esse apoio por vários anos.Certamente ao fazer-se um balanço realista, chegar-se-á à conclusão que ficámos com mais betão, e com muito menos capacidade de investimento quer da Junta de Freguesia, quer da Câmara Municipal para executar projectos realmente importantes para a população de S. Brás.



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