sábado, 10 de março de 2012

Rede Viária - As Oportunidades na Adversidade

Mais uma vez se confirma a máxima de que é na adversidade que nascem muitas vezes as oportunidades.

São realmente tempos adversos os que vivemos, e integrado nas medidas que o governo tem que tomar para responder à adversidade foi anunciada a intensão de retirar a construção do acesso de S. Brás à A22 da concessão de requalificação da Estrada Nacional nº125.

Quando a Câmara faz saber que está a negociar um redimensionamento do projecto para que a sua execução continue a ser possível, divulgamos os seguintes vectores que achamos de suma importância para este tema, e, neste momento temporal.

Se o projecto apenas for executado na ligação de Faro à A22, o acesso de S. Brás à A22 tornar-se-á ainda mais difícil do que hoje, pois existirão duas rotundas a sul do armazém das madeiras (antigo armazém das águas de Monchique), logo quem se deslocar a partir de São Brás tem de circular pelas duas rotundas, quer vá para Faro, quer siga para a A22.

Esta situação torna evidente que devemos em primeiro lugar e de uma forma vigorosa, defender a execução do projecto no desenho original desde a zona da Cancela (já concelho de Faro) até à A22. Tanto mais que na zona da Cancela já existem terrenos comprados, e pagos, pelo estado para a construção da estrada.

Torna-se também evidente que existe neste compasso a oportunidade de repensar o trajecto na zona dos Machados, uma vez que o trajecto actual tem levantado várias opiniões adversas por parte de habitantes locais. Assim, deve ser tomada como uma séria alternativa o corredor poente ao Sítio dos Machados (iniciando na secção sul da rotunda da Calçada, passando pelo sopé do monte dos Funchais, e terminando a poente-sul da localidade dos Machados), pois demonstra ter reais vantagens face aos trajectos até agora apresentados.

Com esta alternativa vários problemas seriam resolvidos. No impacto para a população dos Machados evitaria a passagem próxima a moradias e a destruição de hortas e terras de cultivo, ao nível de custos pouparia a necessidade de construção dos viadutos que a actual solução alvitra, e na zona de S. Brás evitaria o problema do congestionamento da rotunda do “Salgadinho” e aproveitaria a secção sul da rotunda da Calçada, na Variante a S. Brás, que hoje não tem ligação a uma via principal.

Por fim, com a entrada em vigor das portagens na A22 tem-se intensificado o trânsito na Estrada Regional nº 270 (antiga nacional 270), pois ela é uma natural alternativa à N125 e A22 no eixo Boliqueime-Loulé-S. Brás-Tavira. Logo deve a Câmara de S. Brás instar as autoridades regionais e nacionais para que equacionem intervenções de melhoria e/ou remodelação da mesma, para que a R270 não se torne um ponto de estrangulamento da circulação viária no nosso concelho.

 

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