sábado, 2 de abril de 2011

Autarca de S. Brás admite renunciar a cargo para ser administrador da empresa ALGAR 28-03-2011 16:59:00 (Observatório)



O presidente da Câmara de S. Brás de Alportel, António Eusébio, admitiu hoje renunciar ao cargo de autarca dentro de 45 dias caso seja eleito administrador da ALGAR, empresa de tratamento de resíduos sólidos.
 
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"Caso em meados de maio me elejam para o cargo de administrador executivo da ALGAR renunciarei ao cargo de presidente da Câmara de S. Brás", declarou à agência Lusa, António Eusébio, acrescentando que o convite lhe foi endereçado há cerca de três anos, quando o atual administrador executivo, Élio Barros, decidiu pedir a reforma.
António Eusébio, presidente na Câmara de S. Brás de Alportel, é também membro do Secretariado do PS/Algarve e vice presidente da Comunidade Intermunicipal do Algarve, entidade onde Macário Correia é presidente.
Para hoje estava marcada uma Assembleia Geral da ALGAR com a proposta de constituição dos órgãos sociais para 2011-2013 e a eleição de António Eusébio para o cargo de administrador delegado, mas a decisão foi adiada para "meados de maio" porque o "Governo está demissionário e achou-se por bem adiar por 45 dias" a decisão, explicou à Lusa António Eusébio.
Em comunicado enviado hoje à comunicação social, o PSD do Algarve repudiou a conduta que considerou "deplorável em que o aparelho partidário socialista teima em lançar 'Opas' sobre o Estado, partidarizando os quadros dirigentes das empresas públicas" e acusa o PS de não ter "emenda nem sentido de responsabilidade e nem com eleições à vista cessa o assalto ao Estado".
"O Estatuto dos Gestores Públicos não permite que após a queda do Governo se proceda à eleição de administradores, salvo em casos muito excecionais que nesta circunstância não se encontram preenchidos", lê-se na nota de imprensa.
O PSD admitiu ainda solicitar à ministra do Ambiente que exerça os seus poderes de tutela e dê orientações claras e imediatas, caso a EGF não retire a proposta.
A ALGAR, empresa pública responsável pela valorização e tratamento de resíduos sólidos no Algarve, foi constituída em 20 de maio de 1995.
O capital social da estrutura acionista da ALGAR é de 56 por cento da Empresa Geral do Fomento (EGF), empresa pública pertencente ao Grupo Águas de Portugal, e 44 por cento dos 16 municípios do Algarve.

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