sábado, 2 de abril de 2011

Barra da Fuseta

As obras do Programa Polis de recuperação dunar e abertura de nova barra da Fuseta são o tema principal do colóquio que o PSD/Algarve vai realizar naquela localidade do concelho de Olhão, no próximo dia 26 de Março, sábado, pelas 16h00.

A sessão realiza-se na sede do Sport Lisboa e Fuseta e tem como orador principal o Professor João Alveirinho Dias, investigador em ciências marinhas e dinâmicas costeiras, responsável do Centro de Investigação Marinha e professor associado da Universidade do Algarve. Igualmente prevista está a intervenção do presidente da Câmara Municipal de Vila Real de Santo António e também presidente da Comissão Política Distrital (CPD) do PSD/Algarve, Luis Gomes.

A sessão é aberta ao público e conta com a moderação de Nuno Marques, vereador da Câmara Municipal de Lagos eleito pelo PSD e membro da CPD social-democrata, coordenador para a área de Ambiente e Território.

O colóquio acontece numa altura em que a barra da Fuseta conta já com quatro meses de encerramento ao tráfego marítimo, continuando por apurar as responsabilidades sobre a inutilidade dos trabalhos e dos dinheiros públicos dispendidos com as obras da construção da barra nova, aberta à navegação em 25 de Novembro e oficialmente fechada ao tráfego marítimo somente cinco dias depois, logo após o primeiro temporal ter voltado a ‘entupir’ o canal com areia e de desconhecerem-se quaisquer apoios do Estado às famílias da comunidade piscatória local, impossibilitada de pescar por inexistência de condições de acesso ao mar.

O PSD/Algarve aguarda também pelas respostas às suas questões que foram endereçadas ao governo através Grupo Parlamentar na Assembleia da República, designadamente, ao Ministério do Ambiente e Ordenamento do Território.

Há dias, em declarações vindas a público na imprensa regional, a presidente da Sociedade Polis admitiu estar a aguardar por um parecer do LNEC-Laboratório Nacional de Engenharia Civil antes de tomar a decisão definitiva de pôr ou não de lado a construção do molhe, há décadas reivindicado, sem sucesso, pela comunidade piscatória da Fuseta.

Para o PSD/Algarve, “essas são declarações que, embora mostrem alguma evolução nas suas posições, não deixam de representar um assinalável recuo por parte da presidente da Sociedade Polis, pessoa que sempre se mostrou uma fervorosa adversária da ideia da construção de um molhe na Fuseta e que faz questão de, periodicamente, relembrar-nos de que essa é uma possibilidade não prevista pelo POOC-Plano de Ordenamento da Orla Costeira, curiosamente, o mesmo plano que foi completamente ignorado por si e pela Sociedade Polis antes destas obras terem avançado”, faz notar Luis Gomes.

Recorde-se que o POOC Vilamoura-Vila Real de Santo António classifica aquela área do Parque Natural da Ria Formosa como sendo de “elevada susceptibilidade ao assoreamento e galgamento oceânico”.

Realizada no âmbito do Programa Polis da Ria Formosa, as obras de recuperação do cordão dunar e abertura de uma nova barra na chamada zona da Toca do Coelho, na ria Formosa, conjuntamente com o encerramento da antiga barra de acesso ao porto de pesca da Fuseta, estão orçadas em cerca de dois milhões de euros.

No entanto, esse é um valor que não incluiu os trabalhos adicionais de redragagem do canal, antevendo-se uma derrapagem no valor final da empreitada que os sociais-democratas vão querer apurar, bem como, as garantias de que esses são trabalhos que vão resultar, ao contrário dos anteriores que provaram ser um dos maiores fiascos da aplicação de dinheiros dos contribuintes em obras públicas no nosso país.

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